A situação vivida, momentaneamente, pelos clubes de futebol em Santa Catarina e até de todo o País, é, praticamente, um beco ou túnel sem, sequer, qualquer luz no fim...!! O que fazer?? Quem analisa futebol e gosta deste apaixonante esporte como eu e tantos outros colegas que militam na imprensa, estamos todos torcendo pela volta à dita normalidade!! Mas, como garantir que não ocorrerá aumento dos casos de Coronavírus se houver liberação do futebol e a consequente retomada do Campeonato Catarinense?? Recentemente, a Federação Catarinense de Futebol, em conjunto com a SCClubes, enviou um detalhadíssimo dossiê ao Governador Carlos Moisés solicitando "ordem" para que os clubes pudessem retornar aos treinamentos. Seria o primeiro passo para, posteriormente, ocorrer a retomada das disputas do certame estadual.
Mesmo que, nas 38 páginas do referido portfólio, estejam expostas com riqueza de detalhes, todas as medidas necessárias para que os clubes voltem a trabalhar, o chefe do Poder Executivo catarinense não se sensibilizou!! Carlos Moisés permanece temeroso quanto à liberar o futebol e o ajuntamento de pessoas em um campo de 105 x 68, mesmo que o estádio esteja vazio!! Importante frisar que nenhum governo dos 26 estados do Brasil, mais o Distrito Federal, teve coragem de autorizar o reinício de qualquer competição esportiva de massa!! Pelo que sei, o Governador Carlos Moisés quer "dividir" tal responsabilidade com autoridades ligadas à área da saúde e, também, com o Poder Legislativo!! Ora bolas...quem terá "culhões" para partilhar tal incumbência???
De outro modo, a própria Federação e os clubes se sentem cada vez mais pressionados!! Afinal, são 10 instituições que estão inseridas no Campeonato Catarinense, mais aquelas que pretendem disputar as outras duas divisões no Estado. Em termos de Brasil, são 60 clubes, divididos entre as séries A, B e C; e, mais 68 na D!! No total, isso dá 128 clubes com atletas, integrantes de comissões técnicas, funcionários e equipes de apoio! Já imaginaram quantas pessoas envolvidas? Quantas famílias? Quantos empregos diretos e indiretos estão ligados ao futebol?? Lembrando que lá se vão quase dois meses sem qualquer atividade do futebol em Santa Catarina e depois veio um período de férias "forçadas"!! Em todos os clubes já ocorreram várias demissões de funcionários e dispensa de jogadores!!
Insisto no que venho dizendo neste espaço e em outros que ocupo na mídia. Ou seja: é preciso preservar saúde e segurança de toda a população! Mas, quem vai pagar a conta de tanto prejuízo por causa do maldito Coronavírus?? Como vai "ferver a panela" nas casas de tanta gente que, se ainda não foi, poderá ficar sem seu "ganha pão"?? No meu modesto entendimento, penso que liberar o futebol e os estádios com portões fechados, pode ser um caminho a ser tomado afim de que os estragos, em razão da pandemia, sejam minimizados!! Mas, é apenas a opinião de um cronista esportivo!! Não de um profissional de saúde ou de quem detém o poder de decisão!!
quinta-feira, 7 de maio de 2020
segunda-feira, 4 de maio de 2020
Futebol em SC?? Ahh...pelo jeito vai demorar!!!
“As restrições trazem problemas para alguns
segmentos” disse o governador Carlos Moisés em coletiva na tarde desta
segunda-feira (4) sobre o protesto dos donos de quadras esportivas, professores
de escolinhas, etc, que aconteceu na tarde de hoje em frente à Casa
D’Agronômica, residência oficial do governador catarinense. E foi mais além ao
dizer que “não temos uma expectativa de retomada do futebol. Não há prazo.
Lamento, entendo a manifestação, mas não depende de mim”.
Pela declaração do governador, futebol
profissional somente após o inverno. Carlos Moisés citou que vem agora uma
época de frio e os casos devem aumentar. Que não se criem expectativas antes de
julho.
A notícia é ruim, vai causar desemprego em massa,
mas pelo menos o governador deu um norte, saiu da toca, porque ninguém do
futebol tem acesso à ele, está muito blindado, mas agora os clubes e a
Federação Catarinense de Futebol terão que se reunir e adotarem posições
radicais. Não há mais como empurrar com a barriga.
O texto acima está no Blog do colega e amigo
Polidoro Júnior, companheiro de imprensa das antigas! Pra ser mais específico,
nesta segunda(04), houve protesto de alguns segmentos ligados ao esporte, em
geral, principalmente do futebol. A manifestação foi realizada em frente ao Palácio
da Agronômica, em Florianópolis. Sem êxito, quem protestou saiu
indignado...revoltado!! E, pelo que deixou transparecer Carlos Moisés, futebol
em Santa Catarina só após o mês de julho quando já estiver, digamos, na reta
final do inverno!!
Sinceramente, não sei o que vai acontecer com os
clubes de futebol profissional do nosso Estado!! Como conciliar esta, digamos,
determinação do governador catarinense com o calendário nacional? Este, com
certeza, será todo reformulado!! Já começo a desconfiar que é uma questão de
tempo para que “anunciem” o fim da temporada do futebol no País!! Alerto que
alguns países da Europa já tomaram tal decisão!! Ora bolas...se a volta do
futebol só acontecer lá pra julho ou até mesmo agosto, como a CBF fará pra
alinhar o Campeonato Brasileiro?? A não ser que não tenhamos qualquer
paralização durante Natal e Ano Novo e o período pra se disputar competições
fique parecido com o europeu!! Que coisa, hein?? Incertezas, incertezas e mais
incertezas...!!!
sexta-feira, 1 de maio de 2020
O eterno número 1!!
Pra mim, dentro do que vi de Fórmula um, o melhor de todos foi Ayrton Senna da Silva...ou, o Ayrton Senna do Brasil, como carinhosamente chamava o narrador e amigo seu, Galvão Bueno!!
Mesmo após 26 anos de sua morte, Ayrton Senna ainda está vivo nas lembranças e nos recordes da F1
Ninguém sabia, mas, há 26 anos, o Brasil estava prestes a perder um de seus maiores ídolos. O fatídico 1º de maio, além de feriado pelo Dia do Trabalhador, é marcado pela perda de Ayrton Senna da Silva. Um dos principais pilotos da história da Fórmula 1 teve sua carreira encerrada de forma abrupta, em 1994, após um acidente no circuito de Ímola, na Itália.
O Blog selecionou cinco feitos marcantes do piloto brasileiro como uma singela homenagem. Acompanhe essa rápida viagem pela história.
- O primeiro fato é tão expressivo que continua atual. Senna tem, mesmo depois de 26 anos de sua morte, o recorde de pole-positions consecutivas. Foram oito – conquistadas entre o GP da Espanha, em 1988, e o GP dos EUA, em 1989. Além do primeiro lugar, Senna tem a segunda maior sequência de pole positions. São sete, entre os GPs da Espanha, em 1990, e de Mônaco, em 1991.
- Mais um recorde, que permanece até os dias de hoje, é o de vitórias ponta a ponta. Para conseguir este feito, o piloto não pôde ficar fora da primeira posição em nenhum momento, nem mesmo nos pit-stops. Senna conseguiu isso 19 vezes. O segundo e terceiro colocados, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, já conseguiram a façanha 15 vezes e, ainda, podem alcançar esse número.
- A melhor primeira volta da história não é um recorde, mas um consenso no mundo da Fórmula 1. Em 1993, o GP da Europa foi disputado no circuito de Donington Park, na Inglaterra. Na ocasião, Senna largou em quinto e ultrapassou todos os seus oponentes sem qualquer dificuldade no asfalto úmido do traçado. A facilidade com que o piloto brasileiro assumiu a primeira colocação, contra carros superiores ao seu, impressionou todo o mundo.
- No Principado de Mônaco, Ayrton Senna é rei. O piloto brasileiro é dono do maior número de vitórias e pole-positions no traçado de rua mais charmoso do mundo. Lá, Senna venceu seis vezes, porém esse número poderia ser ainda maior. Senna perdeu a vitória em três oportunidades. Em 1984, uma tempestade encerrou a corrida antes da hora. Senna estava em segundo lugar e passaria o líder Alan Prost, com facilidade, levando em consideração a diferença entre os tempos de volta. Em 1985, o piloto liderava quando o motor do seu carro estourou. E em 1988, Senna liderava com 50 segundos de vantagem para Prost, seu rival, quando bateu sozinho e abandonou a prova.
- Uma das atuações mais icônicas de Senna foi no Brasil. Sedento para a sua primeira vitória, no país, o piloto liderava tranquilo o GP de 1991. Até que o câmbio da Mclaren deu problema – na terceira e quinta marchas. A sete voltas do final, Senna perdeu, também, a quarta, restando apenas a sexta marcha para terminar a corrida. Para piorar, a chuva começava a cair forte em Interlagos. Em um esforço sobre humano, Senna conseguiu cruzar a linha de chegada com apenas três segundos de vantagem para o segundo colocado. A torcida invadiu a pista para comemorar e Senna quase não conseguiu levantar o troféu de primeiro lugar, tamanha a exaustão. Uma história dramática, mas, como na maioria das vezes, com final feliz.
terça-feira, 28 de abril de 2020
Governador Carlos Moisés não autoriza volta do futebol em SC.
Ainda não foi desta vez que o Governador do Estado, Carlos Moisés, autorizou a volta das atividades normais com relação ao futebol em Santa Catarina. Há cerca de 10 dias, a Federação Catarinense em conjunto com a Associação de Clubes, através de seus presidentes, Rubens Angelotti e Francisco José Battistotti, enviaram uma espécie de dossiê com pedido para que fosse autorizada a retomada das atividades do futebol no próximo mês de maio. Assessores e pessoas ligadas a Carlos Moisés haviam garantido que, nesta terça-feira(28), o chefe do executivo estadual se manifestaria sobre o assunto durante entrevista coletiva. Isso não aconteceu. Só que, mais tarde, o Governador ligou pra Angelotti e indeferiu o referido pedido!!
Em relação aos clubes de futebol...insisto que eles também fazem da nossa economia! E, como tal, necessita se "movimentar" afim de sobreviver!! Ou alguém acha que as instituições de cunho desportivo têm como pagar suas contas sem praticar a referida modalidade?? Sei que o assunto é bastante complexo!! Contudo, aqui na terrinha barriga-verde, são milhares de pessoas envolvidas direta ou indiretamente com o produto futebol!! Nem preciso citar que o vôlei, o basquete, o futsal e demais esportes também necessitam de "jogo" pra poderem se manter!!
Só que o futebol, historicamente, tem a preferência de todo o brasileiro e os clubes estão cada vez mais na penúria em razão da paralisação por conta do Coronavírus! Algo precisa ser feito!! Que ninguém fique pasmo ou surpreso se "alguém" disser que vai "fechar as portas" na atual temporada, esperando que possa retornar às atividades só em 2.021!! As demissões e dispensas em clubes como Chapecoense, Figueirense e Avaí, são inevitáveis; mesmo que estes recebam verba da televisão por estarem na Série B do Campeonato Brasileiro!! Imagine o leitor e blogueiro, clubes como Criciúma e Brusque, ambos na Série C; além de Joinville, Marcílio Dias e Tubarão, que estão na Série D!! Ah...tem Juventus e Concórdia que, até prova em contrário, não possuem calendário previsto para o 2º semestre!!
Passarinho Arrepiado, de novo me cutuca aqui, pra lembrar que o esporte amador da região também vem sendo bastante prejudicado! Os campeonatos de futebol amador em vários municípios, o regional da LARM, mais o Estadual de Amadores...nada disso pode ser realizado!! Até o Projeto Anjos do Futsal, que envolve a garotada de, praticamente, todas as cidades do Sul do Estado, não pode ter continuidade por causa dos aconselhamentos do Ministério da Saúde e a campanha #fiqueemcasa! O vôlei feminino de Forquilhinha, o handebol de Criciúma ou o xadrez de Içara...alguns dos exemplos de outros esportes que também querem logo o fim desse período muito ruim pra todos...!
Em relação aos clubes de futebol...insisto que eles também fazem da nossa economia! E, como tal, necessita se "movimentar" afim de sobreviver!! Ou alguém acha que as instituições de cunho desportivo têm como pagar suas contas sem praticar a referida modalidade?? Sei que o assunto é bastante complexo!! Contudo, aqui na terrinha barriga-verde, são milhares de pessoas envolvidas direta ou indiretamente com o produto futebol!! Nem preciso citar que o vôlei, o basquete, o futsal e demais esportes também necessitam de "jogo" pra poderem se manter!!
Só que o futebol, historicamente, tem a preferência de todo o brasileiro e os clubes estão cada vez mais na penúria em razão da paralisação por conta do Coronavírus! Algo precisa ser feito!! Que ninguém fique pasmo ou surpreso se "alguém" disser que vai "fechar as portas" na atual temporada, esperando que possa retornar às atividades só em 2.021!! As demissões e dispensas em clubes como Chapecoense, Figueirense e Avaí, são inevitáveis; mesmo que estes recebam verba da televisão por estarem na Série B do Campeonato Brasileiro!! Imagine o leitor e blogueiro, clubes como Criciúma e Brusque, ambos na Série C; além de Joinville, Marcílio Dias e Tubarão, que estão na Série D!! Ah...tem Juventus e Concórdia que, até prova em contrário, não possuem calendário previsto para o 2º semestre!!
Passarinho Arrepiado, de novo me cutuca aqui, pra lembrar que o esporte amador da região também vem sendo bastante prejudicado! Os campeonatos de futebol amador em vários municípios, o regional da LARM, mais o Estadual de Amadores...nada disso pode ser realizado!! Até o Projeto Anjos do Futsal, que envolve a garotada de, praticamente, todas as cidades do Sul do Estado, não pode ter continuidade por causa dos aconselhamentos do Ministério da Saúde e a campanha #fiqueemcasa! O vôlei feminino de Forquilhinha, o handebol de Criciúma ou o xadrez de Içara...alguns dos exemplos de outros esportes que também querem logo o fim desse período muito ruim pra todos...!
sexta-feira, 24 de abril de 2020
Os dois lados da moeda...!
É necessário ter discernimento e bom senso pra afirmar que se deve ficar em casa ou sair pra trabalhar, seja em que atividade for!! Caramba...não é nada fácil se colocar no lugar de um e de outro!! Afinal, o mais correto seria a manutenção do isolamento social para prevenir, o máximo possível, a progressão da pandemia do Coronavírus. Alguns países, ditos como de "1º mundo", possuem condições estruturais e financeiras pra bancar o cidadão em casa!! Mas, isso está muito distante da nossa realidade!! Estamos no Brasil, país continental com diferentes costumes entre seus mais de 220 milhões de habitantes!! Ora bolas...o que é viável, indicado e bom pra população aqui em Santa Catarina pode não ser na Bahia, no Pará, no Amazonas ou em Goiás!!
O vírus da Covid-19, por exemplo, está causando caos em Fortaleza, Manaus e Recife. Nos grandes centros, aqueles mais populosos como São Paulo e Rio, as preocupações aumentam dia após dia!! E, como proceder diante de tantas incertezas e insegurança física/emocional ?? Afinal, é algo absolutamente inusitado, pois nós nunca havíamos nos deparado com uma situação sequer parecida!! Acredito, contudo, que confiar em Deus, acima de tudo e de todos, juntamente com a valiosa contribuição dos profissionais da área médica, é o caminho mais adequado!! No entanto, como subsidiar tudo isso?? Não temos estrutura hospitalar na rede pública em nenhum lugar do País, pra atender de forma conveniente, todas as pessoas infectadas!! E olha que ainda podemos contar com o Sistema Único de Saúde, mesmo que lento e deficitário!! Até porque, é o que temos!!
Importante frisar que, na questão econômica, TODOS estão sendo afetados!! Empregado e patrão, em todos os setores, vem sofrendo bastante as consequências!! O comerciante quer abrir seu estabelecimento, os mesmos ocorrem com donos de restaurantes, bares e similares, mais shoppings e outros vários segmentos pretendendo retornar à dita normalidade!! Mas, e a segurança para tal?? Quem garante que aglomerar ou as inevitáveis aproximações entre pessoas não vai influenciar, negativamente, na atual conjuntura que envolve o Coronavírus?? De outro modo, o retorno ao trabalho não tivesse sido autorizado pelo Governador Carlos Moisés, quem pagaria as contas de empresas, principalmente, aquelas de menor porte?? São perguntas que ficam "no ar", sem certeza de qualquer resposta convincente!!
O vírus da Covid-19, por exemplo, está causando caos em Fortaleza, Manaus e Recife. Nos grandes centros, aqueles mais populosos como São Paulo e Rio, as preocupações aumentam dia após dia!! E, como proceder diante de tantas incertezas e insegurança física/emocional ?? Afinal, é algo absolutamente inusitado, pois nós nunca havíamos nos deparado com uma situação sequer parecida!! Acredito, contudo, que confiar em Deus, acima de tudo e de todos, juntamente com a valiosa contribuição dos profissionais da área médica, é o caminho mais adequado!! No entanto, como subsidiar tudo isso?? Não temos estrutura hospitalar na rede pública em nenhum lugar do País, pra atender de forma conveniente, todas as pessoas infectadas!! E olha que ainda podemos contar com o Sistema Único de Saúde, mesmo que lento e deficitário!! Até porque, é o que temos!!
Importante frisar que, na questão econômica, TODOS estão sendo afetados!! Empregado e patrão, em todos os setores, vem sofrendo bastante as consequências!! O comerciante quer abrir seu estabelecimento, os mesmos ocorrem com donos de restaurantes, bares e similares, mais shoppings e outros vários segmentos pretendendo retornar à dita normalidade!! Mas, e a segurança para tal?? Quem garante que aglomerar ou as inevitáveis aproximações entre pessoas não vai influenciar, negativamente, na atual conjuntura que envolve o Coronavírus?? De outro modo, o retorno ao trabalho não tivesse sido autorizado pelo Governador Carlos Moisés, quem pagaria as contas de empresas, principalmente, aquelas de menor porte?? São perguntas que ficam "no ar", sem certeza de qualquer resposta convincente!!
terça-feira, 21 de abril de 2020
F. C. F. enviou solicitação ao Governo do Estado pra que Campeonato Catarinense possa ter continuidade.
Toda a documentação tem 38 páginas!! Li todas e
repasso, aqui neste espaço, o que mais me chamou atenção. Claro que o objetivo
é retomar as disputas do Campeonato Catarinense de 2.020 o mais breve possível,
seguindo uma série de medidas de segurança, obrigatórias, em razão do Coronavírus.
Assinam toda a documentação, o Presidente da Federação Cat. De Futebol, Rubens
Angelotti; o Presidente da Associação de Clubes, Fco. José Battistótti; e, o
médico do Avaí, Dr. Luís Fernando Funchal. Tudo é muito bem explicado, detalhado
e com várias precauções previstas. Todo o trabalho tem a coordenação de Claudio
Gomes, CEO da Associação de Clubes. Confira:
GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIA EM SAÚDE SR. GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PEDIDO
DA ORGANIZAÇÃO DE JOGO
GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIA EM SAÚDE SR. GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA
O presente requerimento é direcionado a este Centro de
Operações de Emergência, com fulcro no art. 6º do Decreto 515/2020¹ do Governo
do Estado de Santa Catarina, diante da competência fixada pelo Governo do
Estado para tratar das “situações especiais” vividas por esta atividade
econômica, social e esportiva que é o “Futebol Profissional Catarinense”.
O RETORNO DO FUTEBOL AO REDOR DO MUNDO. PRINCIPAIS PRÁTICAS
É crescente o movimento para retorno das atividades
esportivas, desde que observados os respectivos protocolos médicos que confiram
segurança a este retorno a atletas e demais envolvidos nas competições. Na
Europa, os estudos vêm sendo realizados com dois vieses em mente: 1) a
segurança dos atletas e dos prestadores de serviços; 2) a manutenção dos
contratos comerciais de transmissão das partidas. Recentemente, foi noticiada a
linha de atuação da UEFA está seguindo para a liberação das competições
esportivas,
Colhe-se, nos exemplos Europeus listados anteriormente,
assim como nos exemplos Brasileiros, alguns pontos em comum: a) competições sem
público nos estádios; b) treinamentos em pequenos grupos, podendo ocorrer em
horários diferentes uns grupos dos outros; c) medição constante de temperatura
dos atletas: temperatura verificada já na chegada do atleta ao clube, muitas
vezes no próprio automóvel; d) condições para o uso de instalações nos clubes:
criação de corredores seguros, constantemente desinfetados; limite de ocupação
simultâneas de atletas em espações como vestiários, academias e consultórios
médicos; e) tratamento médico e fisioterapia: realização de contato entre
profissionais e atletas sem conversas, mediante uso de luvas e máscaras.
Higienização do local após o uso; f) exaustiva realização de testes virais nos
atletas, comissão técnica e pessoal de apoio. A partir dos elementos coletados
a nível internacional e em outros Estados da Federação, os clubes de Santa
Catarina, liderados pelo Dr. Luis Fernando Funchal, desenvolveram seu próprio
protocolo, com ênfase na realidade do esporte local e sempre com a premissa de
garantir a saúde dos atletas e demais partes envolvidas. O protocolo está sendo
entregue de forma anexa ao presente requerimento a fim de embasar a análise
realizada pelo Governo do Estado de Santa Catarina.
Santa Catarina é um dos Estados que está colhendo os
melhores resultados no trabalho de prevenção a COVID-19 em todo o Brasil, sem
perder de vista o retorno da atividade econômica, tão importante para a vida
das pessoas e tão solicitada pelas entidades empresariais. O retorno do
principal evento esportivo do Estado de Santa Catarina carregaria um enorme
valor simbólico deste retorno: traz forte mensagem à população de que nem o
medo e nem a valentia devem imperar neste momento. Que é a ciência a principal
aliada das pessoas nas atitudes preventivas tão necessárias neste momento. A
Federação Catarinense de Futebol e a Associação de Clubes, tendo em vista a
enorme penetração em todas as camadas da sociedade, colocam-se como os grandes
parceiros divulgadores desta mensagem em toda a grade de programação dos
eventos a serem transmitidos. O Estado de Santa Catarina, tem a chance de
apresentar a primeira legislação regulamentadora deste retorno dentro todos os
Estados da Federação.
PEDIDO
Diante dos elementos trazidos neste requerimento, é que a
Federação Catarinense de Futebol e os Clubes de Futebol de Santa Catarina
solicitam:
I - A instauração de um canal institucional e formal
de comunicação com o Governo do Estado, por meio deste Centro de Operações em
Emergências de Saúde, que possa receber, analisar, contribuir e validar os
subsídios trazidos por esta associação, em especial o “Guia Médico de sugestões
protetivas na Retomada Progressiva do Futebol Profissional de Santa Catarina de
forma Segura”, formulado pelo corpo médico dos clubes associados; formado por
uma comissão temporária de médicos, advogados e administradores.
II - A edição de norma dentre os Estados a regulamentar um
calendário de retomada esportiva, a partir dos protocolos já exaustivamente
estudados por médicos e demais especialistas no Brasil e no mundo,
regulamentando critérios de treinamento de atletas, instalações esportivas,
controle preventivos, realização de jogos oficiais, transportes e hospedagem,
tanto de atletas quanto do staff envolvido indiretamente nas competições.
III - O Retorno dos treinamentos a partir de 01.05.20
e possível reinicio do campeonato a partir de 16/05/2020, conforme plano
detalhado no Guia Médico em anexo, a fim de garantir que as datas estaduais não
entrem em choque com as datas das competições nacionais a partir de Junho e que
é jogado por 8 dos clubes que disputam o Campeonato Estadual.
FASE 1
Retornar progressivamente aos treinos: sugerimos a tomada de
medidas de três fases de adaptação para garantir que os jogadores sejam capazes
de jogar os 90 minutos e disputar os seus jogos na melhor condição física,
incorrendo no menor risco possível de lesões e da maior performance desportiva.
Um fato fundamental é retomar treinos específicos e efetivos da modalidade,
algo que é praticamente impossível de forma isolada, mesmo nas modalidades já
adaptadas por muitos clubes e atletas em suas residências. Considera-se
fundamental criar condições para uma reintrodução progressiva dos jogadores aos
treinos, só assim sendo possível uma preparação física e mental condizente com
o regresso à competição. Nesta 1ª fase sugere-se um processo lento com treinos
individualizados no campo, de uma forma segura com um risco muito baixo de
contágio. Teríamos de dividir em grupos pequenos de atletas para ocuparem um
determinado espaço com distanciamento seguro. Nesta fase, os jogadores
começarão a realizar treinos mais exigentes em termos físicos (e mais próximos
daquilo que são necessários para prática do futebol profissional), sendo
possível uma melhor monitorização da sua carga externa e interna, com o
objetivo de tentar aproximar às cargas crônicas pré-pandemia. Também nesta fase
que os jogadores voltam a ter um contato mais efetivo com a bola e com aspetos
cognitivos importantes do jogo (dimensões do campo, orientação
espacial/temporal, posicionamento, etc). Para que esta fase possa ocorrer de
forma segura, sugere-se, na próxima página, um conjunto de medidas para tornar
o ambiente de baixo risco.
FASE 2
Essa fase do processo de retorno à competição corresponde ao
início dos treinos com contato e trabalhos de situação de jogo. Antes desta
fase deve ser definido qual o staff que irá estar em contato direto com os
jogadores e poderá haver nova triagem de sintomas para todos os jogadores,
staff e a todos os que vivem com estes. Todos os jogadores e staff próximo do
jogador poderão realizar, novamente, testes para o Codiv-19 e no caso de um
teste positivo devem seguir os trâmites normais já pré-definidos. Cabe
ressaltar que estes testes serão apenas para os indivíduos que testarem
negativo na primeira coleta. Logicamente os indivíduos positivos IgG estarão
imunizados e não necessitarão repetir os exames, a não ser se desenvolverem
processos infecciosos compatíveis com processos gripais suspeitos. Apesar da
“normalidade” dos treinos, devem-se manter as medidas rígidas que são sugeridas
anteriormente, medidas estas que deverão durar como prática normal, até segunda
ordem.
FASE 3
Neste retorno progressivo aos treinos, possivelmente os
jogadores e staff já estarão mais preparados, física e mentalmente, para o
retorno de competição. Como medida preventiva e com a finalidade de preservar
ao máximo os riscos de saúde a todos, os jogos, inicialmente, devem ser
realizados numa primeira fase com portas fechadas, sem público, para garantir a
contenção social. É importantíssimo que o staff, de acompanhamento das equipes
nos dias de jogo, restrinjam-se ao indispensável para a realização do mesmo.
Restringindo nestas delegações, o mínimo necessário, sugerindo conterem somente
pessoas sem nenhum tipo de comorbidades clínicas, que possam ser sugestivas de
agravamento pela infecção do COVID-19 e indivíduos menores de 60 anos. Algumas
das medidas implementadas nesta fase devem manter mesmo após o período subsequente
à recuperação da pandemia. Principalmente no que tange as práticas de
higienização que visem prevenir uma situação semelhantes e reativação futuras.
FASE 4
Nos jogos fora de casa, as viagens, se possível devem ser
realizadas no próprio dia do jogo (o que deverá ser tido em conta na definição
dos horários dos jogos). Nas viagens de ônibus, esses devem ser exclusivos e
apenas, para os jogadores/staff do jogo. Os outros jogadores para essa viagem,
que também sejam indispensáveis, deverão se deslocar em outro ônibus. Cada
jogador, que viaje no ônibus, deve sentar-se sozinho em poltrona dupla e
utilizando uma máscara por todo o trajeto. Evitar ao máximo conversas. O ônibus
deve ser sempre previamente higienizado corretamente e de acordo com as normas
das autoridades de saúde (principalmente bancos e áreas que se possam
agarrar/pegar) e não deverá haver, nenhum contato com o motorista, que deverá
utilizar máscara durante toda a viagem. De preferência devem ser utilizados
ônibus com saída e entrada independentes para os passageiros e o motorista.
Este último não deve ter nenhum contato físico ou verbal com os passageiros e
nenhum contato físico com o material transportado pela equipe. Os jogadores,
staff e motorista devem viajar de máscara, sendo recomendado sua utilização,
obrigatória, durante a entrada e saída, no estádio, hotel e paradas
obrigatórias e/ou entre outros locais. Deve existir sempre desinfetante (álcool
em gel) dentro do ônibus à disposição de quem viajar. Uma parada, se
necessária, deve ocorrer num ambiente previamente conhecido com uma estação de
serviço, adequada e possivelmente bem higienizada. Os jogadores e staff devem
evitar aglomerados de pessoas. Antes do início da viagem de ônibus, na parada e
no final da viagem, os jogadores e staff devem lavar as mãos e realizar
higienização com álcool em gel. No hotel (hotéis preparados para o efeito, com
formação de todo o staff das medidas de desinfeção, circulação, confecção e
apresentação da comida, entre outras), é recomendável uso de quartos
individuais para todos e manter, independentemente disso, todas as medidas de
higiene já descritas. Todos devem evitar o uso de elevador, utilizado as
escadas como alternativa (sem tocar no corrimão). Tanto na viagem como no hotel
deve ser evitado o uso de ar-condicionado, especialmente se sem filtro HEPA. As
refeições no hotel devem ser realizadas em espaços arejados e os jogadores e
staff devem comer em mesas com o menor número de pessoas e maior distanciamento
possível. Devem ser evitadas conversas desnecessárias. Devem ser evitados
contatos próximos com funcionários do hotel e com outros hóspedes, tanto por
jogadores como por elementos do staff. O funcionário do hotel, que tenha
contato com a equipe, deve, preferencialmente, usar máscaras. Para equipes que
viagem de avião, devem evitar aglomerados de pessoas nos aeroportos, evitar
sentarem-se nos bancos dos aeroportos, evitar tocar em superfícies, lavar as
mãos com regularidade e é recomendado viajar de máscara (responsável médico
deve ensinar a colocar e a retirar). Também aqui é ideal que a delegação viaje
sempre acompanhada por desinfetante (< 100mL) para que os elementos da
comitiva possam higienizar periodicamente as mãos tantas vezes quando forem
necessárias. É importante lembrar que as viagens de avião podem ser
necessárias, e devemos seguir as recomendações da ANAC.
DA ORGANIZAÇÃO DE JOGO
Nos dias de jogos devem, preferencialmente, ser criados
circuitos de acesso diferenciados para jogadores/staff e demais elementos por
forma a evitar o contato. Estes trajetos devem estar muito bem sinalizados e
preferencialmente com fluxo único de entrada e outro independente para saída.
Não deve haver confronto de fluxo. Será impreterível que os Clubes se organizem
nesta rotina para evitar o máximo o contato de indivíduos alheios as equipes.
Adquirir vários desinfetantes de mãos para serem colocados em diversos locais
das instalações do clube de fácil e visível acesso. Adquirir termômetros de
medição rápida e precisa e oxímetro, que deverão realizar medidas nos atletas
de cada delegação e arbitragem. A medição será realizada por termômetro
infravermelho ou termografia. Cada equipe terá seu responsável por esta medição
e reportar a inexistência de jogadores febris ao delegado do jogo. Assinando
compromisso com a verdade. Na aferição da temperatura da equipe de arbitragem,
será realizada pelo responsável da equipe da casa e o mesmo fará o relato ao
delegado do jogo com assinatura de compromisso com a verdade. Na existência de
qualquer indivíduo febril (acima 37,5 graus), o mesmo será excluído da
participação do evento e encaminhado diretamente para sua residência em veículo
individual ou no caso de delegações, em confinamento com máscara e isolado do
grupo. Adquirir kits de testes para o COVID-19 (os de PCR e sorológicos).
Preferencialmente os testes imunológicos rápidos para o teste de todos os
participantes diretos do evento. No caso do participante febril, o mesmo deverá
realizar o teste mesmo estando fora da atividade, para documentação
epidemiológica. Da imprensa escrita, radiofônica ou televisiva, deverá ser
autorizado o mínimo possível para realização adequada da atividade da imprensa,
desde que realizem o teste rápido e apresentem resultado negativo ou positivo.
Das coletivas pós jogo, serão realizadas sem a presença de jornalistas, para
diminuir o número de pessoas contratantes. Mas as perguntas serão realizadas
pelos assessores de imprensa de cada equipe, com perguntas recebidas
previamente, nomeando o jornalista e sua empresa de comunicação, utilizando
meios de comunicação tipo WhatsApp ou MSM para o contato com o assessor de
imprensa. Máscaras e luvas suficientes para Staff e jogadores e outros
elementos do Clube.
sábado, 18 de abril de 2020
Sucesso total da campanha "Alma, garra e doação'!!
A campanha “Alma, Garra e Doação” encerrou nesta
sexta-feira (17/04) com a marca de 4.800 quilos de alimentos arrecadados,
totalizando mais de 25 toneladas em duas semanas. A ação do Criciúma Esporte
Clube, em parceria com a Unesc e o apoio do 28º GAC e Cruz Vermelha, teve como
objetivo atender famílias carentes da região nesse momento de dificuldade com a
pandemia do Covid-19.
As colaborações, realizadas em sistema drive thru
no pátio do estádio Heriberto Hülse, vieram de torcedores, empresas da região,
atletas e comissão técnica do atual elenco carvoeiro, e ex-jogadores do Tigre.
Os doadores que realizaram a entrega pessoalmente no Majestoso receberam um
frasco de álcool gel e também um vale para concorrer a camisas oficiais e
outros brindes oficiais do Criciúma.
O presidente do clube, Jaime Dal Farra, enalteceu o
empenho de todos no sucesso da campanha. “O meu agradecimento especial vai para
toda a torcida do Tigre, que mais uma vez provou sua força. Graças ao trabalho
conjunto dessas pessoas, entidades, empresas, atletas e profissionais do
futebol, que essa ação do bem chegou a este grande número de doações. Estamos
imensamente felizes com o resultado”.
Segundo o presidente da filial de Criciúma da Cruz
Vermelha Brasileira e coordenador da equipe Multi-Institucional, Almir
Fernandes, as doações já beneficiaram mais de 600 famílias na região. “Estamos
orgulhosos com toda essa ajuda. As centenas de famílias e instituições
assistenciais do município e da região estão sendo beneficiadas neste momento.
Quero agradecer, e muito, aos envolvidos nesses dias de doações. Pessoas que se
desprendem de seus trabalhos para se dedicar voluntariamente a essa ação
humanitária e de necessidade”, destacou.
As doações de alimentos iniciaram no dia 6 deste
mês (primeiro dia da campanha) e ampararam famílias das cidades de Criciúma,
Balneário Rincão, Içara, Siderópolis, Nova Veneza, Forquilhinha e Balneário
Arroio do Silva.
...............................
Nota oficial:
O Criciúma Esporte Clube, atento aos acontecimentos
e reflexos sociais e econômicos ocasionados pela pandemia do Covid-19 que
assola o mundo, atuou de forma rápida já no início do processo de isolamento
social no intuito de diminuir os efeitos sociais e de saúde pública causados
pela doença. O clube colocou o seu Centro de Treinamento Antenor Angeloni à
disposição das autoridades para a utilização como um possível centro de
atendimento hospitalar, bem como, capitaneou medidas de arrecadação e doação de
alimentos e álcool líquido e em gel para os profissionais da saúde e para os
doadores da campanha “Alma Garra e Doação”, que resultou em mais de vinte e
cinco mil quilos de alimentos distribuídos para a população mais atingida.
Como sabemos, a economia global também sofre uma
drástica recessão em todos os segmentos, e em especial, no nosso caso, no meio
esportivo e futebolístico, reduzindo drasticamente as receitas dos clubes, e
porque não, podemos afirmar que até inviabilizando a sobrevivência dos mesmos.
Em virtude disto, a diretoria do clube vem se
reunindo diariamente desde a última segunda feira atentos aos desdobramentos
econômicos mundiais, e acompanhando de muito de perto os estudos e projeções
para volta do futebol no Brasil, ainda sem definição.
Num cenário incerto e instável que se altera a cada
dia, e que não se sabe a data precisa que o futebol voltará, foram necessárias,
visando a preservação do clube e até sua sobrevivência, tomar algumas medidas
duras para impor uma READEQUAÇÃO ADMINISTRATIVA dentro do mesmo, com redução do
quadro de funcionários, adequando todas as despesas às receitas atuais.
Sabemos do impacto social e econômico na vida de
nossos dedicados colaboradores, porém, precisamos pensar de forma muito
racional e vislumbrar em que condições estaremos na volta as atividades assim
que a crise passar. As medidas tomadas são imprescindíveis para que possamos
voltar em condições de retomar as atividades e reforçar o time profissional que
disputará o restante da temporada em condições de buscar o título estadual e o
acesso a série B.
Por fim, informamos que além das medidas nos
departamentos administrativos, alguns atletas que estão com contratos próximos
ao fim não terão os mesmos renovados, e alguns atletas terão seus contratos rescindidos
a critério da comissão técnica e direção de futebol.
Vale ainda ressaltar que estas medidas de
READEQUAÇÃO ADMINISTRATIVA foram tomadas alicerçadas na legislação trabalhista
vigente, e nas medidas emergenciais tomadas pelo governo federal no programa
BEPER, Benefício Emergencial de Preservação do Empregado e da Renda.
Agradecemos imensamente a compreensão dos
colaboradores neste momento em que a nossa responsabilidade maior com nossa
torcida, nossos sócios patrimoniais e com nossa gente, é a vida de todos, e
trabalhar para retomar nossa gloriosa história assim que tudo passar.
Criciúma Esporte Clube
(Fonte: Site oficial do Criciúma E. C.)
terça-feira, 14 de abril de 2020
A primeira vez a gente nunca esquece...!!
Esses dias, conversando com um dos jogadores do Criciúma que esteve naquele jogo, o zagueiro Sílvio Laguna...me contou o seguinte: "Rapaz, já tava 3 a 0 e eu pensei em dar uma "chegada" mais forte no Zico. Quando fui pra dar o "rápa" ele passou que eu nem vi(muitos risos)!!". Time daquele jogo? Bem, além de Sílvio Laguna, Luiz Henrique, Sarandi, Silva(zagueiro que veio do Brasil de Pelotas) e Itá; Jairo, Chicão e Adílson Heleno; Paulo Gaúcho, Edemílson e Vanderlei. O treinador era o velho e muito bom Zé Carlos! No Flamengo, dentre alguns nomes, destaque pra dupla de zaga formada por Aldair e Dario Pereyra; o velocíssimo Sérgio Araújo; e, claro, a dupla Zico e Bebeto. Renato Gaúcho estava no banco e entrou durante o 2º tempo. O técnico? Nada mais, nada menos do que Telê Santana!!
Outra lembrança que tenho muito viva na memória foi do jogo Atlético Mineiro 0 x 1 Criciúma, pela Copa do Brasil de 1.991. Só que não tenho bem certeza se foi a primeira vez que estive no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Do jogo, o antes e o depois, recordo cada instante!! Itá não pode jogar e, com poucas opções no plantel, o técnico Felipão escalou, de forma improvisada, o zagueiro Altair, na lateral-esquerda. Qdo chegou no estádio, "Ferrinho"(era o apelido de Altair por ter vindo do Ferroviário, de Tubarão) me disse, fora do microfone, lógico: "Pô véio, logo eu pra marcar aquele maluco do Sérgio Araújo que corre que nem um doido?!". O Galo tinha, dentre outros bons jogadores, além de Araújo, o goleiro Carlos, os laterais Alfinete e Paulo Roberto, o atacante Gérson e, no banco, o bom Mauricinho que, mais tarde jogaria no Criciúma após ter passado pelo Figueirense.
Alguns integrantes do Criciúma, que participaram da histórica campanha que culminou com o maior título conquistado em campo pelo futebol catarinense, entendem que aquele foi o jogo mais difícil!! O Tigre havia vencido a partida de ida: 1 a 0. Na "volta", o empate bastava pro Criciúma. O Atlético fez pressão o tempo todo. Mesmo assim, com um chute perfeito em cobrança de falta de Roberto Cavalo, o Criciúma alcançou a vitória e seguiu firme pra ganhar o torneio!! Equipe daquela inesquecível vitória por 1 a 0: Marola; Jairo Santos, Vilmar, Evandro e Altair(que não passou do meio-campo com medo de "levar nas costas"...rs); Roberto Cavalo, Gelson e Grizzo; Vanderlei, Soares e Jairo Lenzi. Entraram, ainda, Zé Roberto e Adílson Gomes. Quanta saudade, hein??? (Na foto tirada naqueles bons tempos aparecem, pela ordem, Jairo Lenzi, Felipão, Sarandi, Jairo Santos e, no alto, na janela, o zagueiro Evandro. Quem parece iniciar a descida do ônibus, o bom e velho "Jumbinho", é o zagueiro Wilsão.)
sábado, 11 de abril de 2020
Alguém precisa frear a "TV Lixo"!!
Em 57 anos de vida nunca vi ou presenciei, sequer, algo parecido com o que estamos vivenciando em 2.020. Primeiro essa questão do Coronavírus e, também, uma guerra política e absurda ainda por causa do resultado das últimas eleições presidenciais!! Caramba...as pessoas estão misturando tudo!! E, o pior: tem colegas de imprensa, "neguinhos e branquinhos", inclusive aqui da terrinha mesmo, que apoiam tal disputa que não tem nada a ver com o momento de extremos cuidados por qual estamos passando!! Só por causa da maldita ideologia política, porque é de esquerda ou de direita, prefere o lado A ou o B, esquecendo que o mais importante é estarmos todos juntos pra tentar lutar contra uma pandemia que já matou milhares de pessoas no mundo todo!
Caramba...se a tal Hidroxicloroquina é a única opção que temos, como medicação pra combater essa doença, que seja usada dentro dos critérios pré-estabelecidos pelos profissionais especializados!! No entanto, ocorre que, só porque o Presidente Jair Bolsonaro autorizou o Laboratório do Exército a aumentar a produção do referido remédio, após tomar conhecimento de sua razoável eficácia, a turma que é "do contra", propaga exatamente o contrário!! Ou seja, a saúde da população que vá "pras cucuias"!! Conforme a ala radical de quem torce pra dar tudo errado, o "melhor" e mais importante é provar que a Cloroxina não serve!! E que o Presidente da República é um maluco, despreparado e está levando o País ao caos!!
Sobre isso, inclusive, no caso o remédio citado, conversei com alguns profissionais de saúde, além de ter ouvido e lido a respeito antes de fazer tal postagem! Dentro do compreendido, é o que temos para o momento afim de enfrentar a Covid-19. Além disso, sua serventia ou não em determinado paciente, depende, única e exclusivamente, de orientação médica! Mas, se é o que temos, então...que seja usado nos casos em que o médico prescrever ou não!! Mas, contudo, no entanto...pois, pois...há um meio de comunicação que, infelizmente, detém a maior fatia de audiência no País, principalmente, entre a classe menos favorecida e esclarecida, que trabalha com todas as suas "armas" pra "enfiar" na cabeça do povo que a Cloroxina não presta, o Presidente é um aloprado e o principal objetivo da tal rede televisiva é fazer com que TODAS as ações do atual Governo não sejam bem sucedidas!
Insisto que alguém necessita brecar a TV LIXO!! Sua linha editorial faz um mal enorme ao povo e ao País, em si!! Lamentavelmente, a grande maioria da população não tem acesso às informações de conteúdo e se deixa levar pelo que os telejornais "dela" dizem ou o programa, aquele de domingo, mostra!! Não sou contra a liberdade de imprensa!! Mas, há limites!! Ser oposição ao governo de Jair Bolsonaro faz parte da dita democracia!! Afinal, "eles" já derrubaram Collor, Brizola, Lula, Dilma e manipulam tudo o que não é dos seus interesses!! Felizmente, mesmo com toda essa guerra que, pra mim é irracional, a maioria das pessoas ainda acredita que há solução, sim, pra termos um Brasil melhor e com mais saúde!! Ôw glória... e que assim seja e Deus permita!!
Caramba...se a tal Hidroxicloroquina é a única opção que temos, como medicação pra combater essa doença, que seja usada dentro dos critérios pré-estabelecidos pelos profissionais especializados!! No entanto, ocorre que, só porque o Presidente Jair Bolsonaro autorizou o Laboratório do Exército a aumentar a produção do referido remédio, após tomar conhecimento de sua razoável eficácia, a turma que é "do contra", propaga exatamente o contrário!! Ou seja, a saúde da população que vá "pras cucuias"!! Conforme a ala radical de quem torce pra dar tudo errado, o "melhor" e mais importante é provar que a Cloroxina não serve!! E que o Presidente da República é um maluco, despreparado e está levando o País ao caos!!
Sobre isso, inclusive, no caso o remédio citado, conversei com alguns profissionais de saúde, além de ter ouvido e lido a respeito antes de fazer tal postagem! Dentro do compreendido, é o que temos para o momento afim de enfrentar a Covid-19. Além disso, sua serventia ou não em determinado paciente, depende, única e exclusivamente, de orientação médica! Mas, se é o que temos, então...que seja usado nos casos em que o médico prescrever ou não!! Mas, contudo, no entanto...pois, pois...há um meio de comunicação que, infelizmente, detém a maior fatia de audiência no País, principalmente, entre a classe menos favorecida e esclarecida, que trabalha com todas as suas "armas" pra "enfiar" na cabeça do povo que a Cloroxina não presta, o Presidente é um aloprado e o principal objetivo da tal rede televisiva é fazer com que TODAS as ações do atual Governo não sejam bem sucedidas!
Insisto que alguém necessita brecar a TV LIXO!! Sua linha editorial faz um mal enorme ao povo e ao País, em si!! Lamentavelmente, a grande maioria da população não tem acesso às informações de conteúdo e se deixa levar pelo que os telejornais "dela" dizem ou o programa, aquele de domingo, mostra!! Não sou contra a liberdade de imprensa!! Mas, há limites!! Ser oposição ao governo de Jair Bolsonaro faz parte da dita democracia!! Afinal, "eles" já derrubaram Collor, Brizola, Lula, Dilma e manipulam tudo o que não é dos seus interesses!! Felizmente, mesmo com toda essa guerra que, pra mim é irracional, a maioria das pessoas ainda acredita que há solução, sim, pra termos um Brasil melhor e com mais saúde!! Ôw glória... e que assim seja e Deus permita!!
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Calendário do futebol brasileiro já foi pro "espaço"!!
Entendo que os dirigentes do futebol brasileiro ainda não se deram conta!! Mas, acho que é uma questão de tempo pra admitir publicamente. A chance de
adequar o calendário para conciliar interesses de todas as partes no mercado é
quase nula. Compartilhando opiniões de alguns blogueiros, em nível nacional, analisem o seguinte:
Vamos admitir que os
campeonatos sejam recomeçados em 1º de julho, uma quarta-feira. Esta decisão está
condicionada à variáveis.
Haverá vacina para Covid-19?
Provavelmente não. Haverá remédio testado e com eficácia aprovada por
autoridades? Talvez o tal de Cloroxina!! Valerá o risco para atletas, comissões técnicas e público
mesmo que haja medicação disponível? Possivelmente não. Mas deixemos todas as
incertezas da saúde pública de lado só por um instante para um exercício
lógico.
Se os campeonatos forem
recomeçados em 1º de julho e houver partidas toda quarta, todo domingo, até 20
de dezembro, existirão 50 datas disponíveis para futebol. Considerando que não
faremos ninguém trabalhar no Natal, nem avançaremos sobre o calendário de 2021.
Precisaríamos, hoje, de 61
datas para fechar a temporada:
6 partidas em estaduais
·
11 partidas na Copa do Brasil
·
38 partidas no Campeonato Brasileiro
·
6 partidas na Libertadores (a considerar que
brasileiros chegarão somente às oitavas de final, situação altamente
improvável)
A menos que a humanidade
consiga superar todas as expectativas científicas no combate ao coronavírus, de
modo que o futebol seja recomeçado antes de 1º de julho, acabou a dúvida sobre
a possibilidade de recomeçar e concluir todas as competições como foram
previstas.
Muitos sonham com uma
solução "fácil" para o problema. Por que não adequar o nosso
calendário ao europeu? Ou cancelar os estaduais? Ou, então, por que não mudar a
fórmula do Brasileirão para que ele acabe mais rápido? Adoramos mata-mata! Na
realidade, nada disso é fácil.
E se mudarmos a fórmula do
Brasileiro?
Para a emissora que comprou
os direitos de transmissão – nomeadamente, no caso do futebol brasileiro, Globo
e Turner –, o produto Campeonato Brasileiro tinha a previsão de 380 partidas.
Isso é importante para a
venda de pay-per-view e da assinatura de TV fechada direto ao consumidor.
Também importa para anunciantes que compraram pacotes de publicidade envolvendo
a exibição na aberta.
Reduzir a quantidade de
jogos, seja qual for a fórmula escolhida, altera o produto que foi vendido para
essas emissoras. Pode haver redução do valor pago pelo campeonato. Hipótese que
não interessa aos clubes.
Para o clube que contava com
38 partidas em seu calendário, sendo 19 delas em casa, alterar a fórmula
impacta a entrega que estava prevista para patrocinadores. Também reduz a
quantidade de partidas feitas como mandante, portanto prejudica bilheterias e
sócios-torcedores.
E se cancelarmos os
estaduais?
A lógica é a mesma. Em
campeonatos em que há direitos de transmissão valiosos – casos de São Paulo,
Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul –, o produto foi vendido para
a televisão com certa quantidade de partidas. Reduzir a entrega a emissoras pode
reduzir valores pagos.
A considerar que, unidos, os
clubes considerados pequenos também têm voz. Não por acaso, oito dirigentes consultados pelo jornalista Gustavo Garcia, no GloboEsporte.com,
manifestaram-se pela continuidade do estadual do Rio de Janeiro. Eles precisam
da conclusão do Carioca para ganhar dinheiro e sobreviver à temporada.
Com o agravante político de
que o estadual é a razão da existência da federação. As entidades ficam com
parte dos direitos de transmissão, parte das bilheterias. Encerrar os
campeonatos por aqui significaria causar prejuízos às federações. E a CBF
representa a soma de todas elas.
Ok, e se os estaduais forem
concluídos sem a participação dos considerados grandes? Ou com times formados
por categorias de base? Os torcedores não dariam bola para as competições. E o
produto perderia valor em seus direitos de transmissão, patrocínios,
bilheterias.
E se adequarmos ao
calendário europeu?
Se a mudança fosse feita de
maneira calculada, talvez funcionasse. O futebol brasileiro ainda precisa medir
com um pouco mais de precisão os prós e contras da adequação, que faria
campeonatos começarem em agosto e terminarem em maio do ano seguinte. Mesmo que
se decidisse pela alteração, no entanto, não dá para fazê-la de repente.
Clubes fizeram seus
orçamentos considerando um cenário de janeiro a dezembro. Há um fluxo de
recebíveis (transmissão, patrocínio, bilheteria, sócio-torcedor, atletas), e há
um fluxo de pagamentos (salários de atletas, treinadores e funcionários, custos
administrativos).
Não dá para mudar essa
estrutura financeira de um mês para o outro. A televisão pagaria em 2020 por um
campeonato que só terminaria em maio de 2021? Certamente, não. O atual
modelo de distribuição do dinheiro prevê que 30% são pagos
apenas no fim da competição, com base na tabela, enquanto 30% são repassados
mensalmente conforme a quantidade de jogos transmitidos. Só 40% são fixos e
adiantados.
Nenhum clube da primeira
divisão nacional sobrevive sem 60% da cota de televisão prevista para 2020. Não
há como reduzir custos drasticamente, de um mês para outro, a fim de adequar o
planejamento a um calendário europeu. Talvez no futuro. Hoje, não.
O que diz a CBF?
Não haverá como conciliar
interesses de todas as partes. Não se trata de contar datas no calendário e
apertar competições. Mesmo num cenário razoavelmente otimista – pois ninguém
garante que será seguro para a população e para os clubes haver campeonatos de
futebol em 1º de julho –, esta é uma questão que precisa considerar dinheiro e
política.
A questão não é mais se
haverá como executar todas as competições tal como elas tinham sido vendidas
para emissoras e patrocinadores, mas quem sairá menos prejudicado na inevitável
adequação do calendário. Clubes grandes? Pequenos? Federações?
Walter Feldman,
secretário-geral da CBF, recebeu esta pergunta no Bem,
Amigos. Tendo em mente que hoje é impossível dar uma data para o
recomeço das competições, mas sabendo do entrave em termos de calendário, a
preferência da confederação está do lado de quem?
O secretário disse que se
trata de uma "escolha de Sofia" – expressão que remete ao romance do
escritor William Styron, publicado em 1979, em que uma polonesa em um campo de
concentração é forçada por um nazista sádico a escolher qual de suas duas
crianças executar.
Feldman não respondeu no
Bem, Amigos diretamente quem tem a preferência da CBF. Em vez disso, apenas ressaltou que a entidade tem a
responsabilidade de preservar todo o sistema do futebol.
– A CBF ela é responsável
pela organização do sistema do futebol. São 700 clubes inscritos, 557 em
atividade, é uma cadeia produtiva que envolve mais de 53 bilhões de reais,
0,72% do PIB brasileiro. São centenas de milhares de jogadores profissionais de
todas as áreas, trabalhadores de todos os tipos. Que faz com que nós da CBF
articulados com as federações e os clubes compomos um sistema. Esse sistema tem
que ser preservado a todo custo mesmo em momentos de crise dramática como a que
estamos vivendo – diz Walter Feldman.
Fontes: globoesporte.com e Blog do Rodrigo Capelo.
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